13/11/2011

Berlusconi cumpre promessa e apresenta renúncia


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, deixa sua residência pessoal para apresentar o pedido oficial de renúncia. Foto: AFP
O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, deixa sua residência pessoal para apresentar o pedido oficial de renúncia
Foto: AFP
O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, apresentou na tarde deste sábado sua renúncia ao cargo ao presidente, Giorgio Napolitano, no Palácio de Quirinale, sede da presidência em Roma. Berlusconi, 75 anos, foi recebido entre vaias no Palácio do Quirinal, onde tornou oficial sua demissão. O agora ex-primeiro-ministro chegou em meio a um comboio de carros oficiais ao palácio presidencial.
Mais cedo hoje, ele havia dito a um grupo de jornalistas que ficou "sentido" pelas vaias que recebeu na votação do Parlamento que abriu as portas para sua renúncia. "Foi algo que me doeu profundamente", disse ele cercado por dirigentes de seu partido, o Povo da Liberdade, pouco antes de se dirigir ao palácio. Berlusconi foi recebido por uma multidão que gritava "palhaço" e erguia cartazes que diziam "Bye, bye, Berlusconi".
Com a eminente renúncia, milhares de pessoas dirigiram-se ao Parlamento e à sede da presidência mais cedo neste sábado, gritando em coro "demissão, demissão". Entre a multidão era possível visualizar cartazes que traziam mensagens como: "Graças, Giorgio", dedicado ao presidente Giorgio Napolitano, e "Finalmente!", em relação à renúncia de Berlusconi. Gritos de "Demissões, demissões" também eram direcionados à classe política em geral.
Berlusconi prometeu renunciar após uma série de escândalos de corrupção e envolvendo sua vida pessoal. No dia 8, Berlusconi sofreu um duro golpe no Congresso. Na ocasião, somente 308 - dos 630 deputados - continuaram a apoiar o premiê, durante uma votação sobre as contas do governo. Além disso, a economia italiana se vê ameaçada devido à crise na zona do euro. A dívida pública do país já atinge 120% do Produto Interno Bruto (PIB). Em troca da renúncia, o político pediu que a Lei de Austeridade, proposta pelo governo, fosse aprovada.
O texto passou pelo Congresso no dia 12 de novembro e contém medidas para economizar 59,8 bilhões de euros e equilibrar o orçamento do país até 2014, entre elas: o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de 20% para 21%; o congelamento dos salários de servidores até 2014; a alta da idade mínima de aposentadoria para as trabalhadoras do setor privado, de 60 anos em 2014 para 65 em 2026; aperto nas medidas contra a evasão fiscal; e um imposto especial para o setor de energia.
Com informações de agências.

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